Vivemos em uma sociedade na qual somos expostos a muitas informações e novidades a cada minuto, sejam elas realmente importantes, ou não, sem ao menos refletir sobre a motivação de darmos nossas horas a esses acontecimentos. Na agenda de muitos cristãos, há frequentemente espaço e tempo para muitas novidades acontecendo: eventos, conferências, retiros, novos devocionais, cursos, ou até mesmo o episódio do podcast de espiritualidade cristã que você tanto esperava. Bem, podemos admitir que ter acesso a esse conhecimento é uma bênção em nossas vidas, possuindo um grande valor, principalmente quando falamos do impacto que algumas dessas experiências tiveram em nossa caminhada cristã.

Infelizmente, dentro e fora da Igreja não é incomum vermos pessoas que associam a totalidade da vida cristã a um conjunto de eventos, conteúdos e até mesmo regras que aqueles que decidem seguir a Cristo devem cumprir e se inteirar. Normalmente, a lista de regras que criam para si é infinita, pesada e constituída por inúmeros “nãos” e alguns “sins”. Definindo para si que é nessa caixa onde se encontra aquilo que realmente importa quando o assunto é fé cristã, vivem suas vidas anestesiadas para aquilo que realmente importa.

Essa realidade deve nos deixar alerta como jovens cristãos, pois, muitas vezes, nossa maturidade é pouca e as paixões da juventude, inúmeras. Certamente, em rotinas tão corridas e cheias como as nossas, em algum momento devemos parar e nos questionar: o que é essencial para cultivar a fé cristã? O que realmente importa?

Muitos são os testemunhos de uma fé profunda e verdadeira, que já ouvimos de cristãos jovens ou mais velhos, que vivem em localidades onde eventos não chegam, as conferências e cursos de Teologia não alcançam e os podcasts não são ouvidos. O que manteria esses irmãos firmes em sua fé? O apego ao que realmente importa!

O apóstolo Paulo entendeu a importância de nos atentarmos a isso na carta de Filipenses: “Quero conhecer a Cristo, ao poder da sua ressurreição e à participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus”. Se naquele tempo, com menos distrações, Paulo já reconhecia a necessidade de se apegar ao que realmente importava, como iríamos nós ignorar suas palavras?

Como cristãos, somos chamados a desenvolver um relacionamento com Jesus que vai além de fazer, participar ou conhecer coisas sobre Ele. Tudo que fazemos só tem sentido se nos levar a viver uma vida diante do autor da vida. Nossa espiritualidade cristã não está fundamentada em coisas, mas em nos relacionarmos de forma íntima e pessoal com Cristo, seguindo Seu exemplo até o dia de Sua vinda.

Que neste ano, como Juventude Batista Brasileira, o desejo pulsante do nosso coração seja viver o privilégio desse chamado contínuo e pessoal com Deus, nos apegando somente ao autor e consumador da nossa fé, a razão da nossa esperança. Jesus é o que na verdade importa.

Vitória Barbosa do Nascimento
Voluntária da coordenação de Comunicação da Juventude Batista Brasileira

O JORNAL BATISTA Domingo, 05/05/24

Como podemos te ajudar?