Yasmine Souza
Líder de juventude da Igreja Batista Nova Jerusalém, em Eunápolis – BA; vice-presidente da Juventude Batista Região Jequitinhonhense – BA

Sabe aquela situação em que você simplesmente se depara num estado em que não há mais nada que você possa fazer? Seja na área da saúde física, emocional ou profissional. No senso comum chegam a nos dizer: – “Agora só podemos entregar nas mãos de Deus!”. Parece que todas as estratégias foram findadas e isso fosse “jogar a última cartada”.

Se perguntarmos aos nossos pais ou avós como viviam em sua época de juventude, iremos identificar nitidamente o quanto vivemos hoje numa era de pessoas automáticas. Então, seríamos “robôs”? Talvez seja um adjetivo desmedido. Porém, percebemos que vivemos um dia após o outro sem identificar quem somos, como estamos, o que fazemos e como fazemos – tudo isso num estado de vida automatizado. O grande risco é exatamente não saber lidar com os conflitos que surgem, com uma grande probabilidade de desistir no meio do caminho, sem estratégias para enfrentar as adversidades e simplesmente “jogarmos a toalha”.

A Bíblia nos conta a história de um homem cuja vida era repleta de bênçãos e prosperidade. Ele vivenciou uma série de tragédias: perdeu seus filhos, toda sua riqueza e sua saúde ficou bastante comprometida. Seus amigos o julgaram, alegando que seu sofrimento era resultado de pecados ocultos. Apesar de todo conflito e até questionamentos, Jó confiou, permaneceu fiel mesmo perdendo tudo. Deus Se revelou a ele e restaurou tudo o que havia perdido, honrando a sua perseverança (Jó 42.12-17).

A história de Jó nos ensina que podemos ser fiéis a Deus e vivermos Seus princípios e propósitos, porém, isso não nos isenta de passar pelo sofrimento. Como o próprio Jesus nos afirma em João 16.33: “[..] No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Essa verdade precisa estar viva dentro de nós, de forma que entendamos que as tribulações virão, porém, com Cristo, temos a paz que nenhuma “cartada” ou uma mega estratégia de nós mesmos pode trazer.

Quando refletimos sobre o caminho da perseverança, identificamos que necessitamos reconhecer nossa dependência de Deus, sabendo que sem Ele não permaneceremos firmes. Precisamos estar em constante oração, exercitando a fé e buscando o entendimento através da Palavra, que produz esperança em nós ao nos dar a certeza de que um dia Ele virá nos buscar para vivermos a paz eterna junto ao Pai.

Que vivamos perseverantes até que Ele venha no que realmente importa!

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